Autor: Davidson Lopes Souza de Brito
Você já correu para abrir um processo de licitação com pressa só porque o contrato anterior estava vencendo?
A pressa para colocar o edital na rua e o hábito de apenas repetir o modelo anterior são perigos silenciosos na Administração Pública. No artigo “O Machado, a Árvore e o Planejamento das Contratações Públicas”, o autor Davidson Lopes Souza de Brito usa a metáfora do lenhador para mostrar que começar a golpear a árvore sem antes afiar a ferramenta é um erro crítico.
Ao pular o planejamento estratégico ou tentar “atalhar” o trabalho gerando relatórios automáticos por Inteligência Artificial sem qualquer reflexão crítica, o gestor cria uma ilusão de eficiência. O resultado disso?
- Estudos Técnicos Preliminares (ETP) vazios, que servem apenas para justificar uma decisão que já foi tomada previamente.
- Repetição automática de falhas do passado sob a roupagem de novos documentos.
- Contratos formalmente perfeitos no papel, mas que, na prática, entregam soluções ineficazes para a sociedade.
A Lei nº 14.133/2021 exige uma mudança profunda de postura: o planejamento não é um mero checklist burocrático, mas a integração coerente entre o DFD, o ETP e o TR. Além disso, embora a IA seja um “machado elétrico” extraordinariamente poderoso, ela jamais substituirá a análise crítica, o conhecimento prático e a responsabilidade pelas decisões estratégicas.
Aprenda a substituir a pressa operacional pelo hábito de fazer perguntas melhores antes de contratar. Pare de apenas preencher formulários burocráticos e comece a planejar soluções públicas de verdade.